Hipnose e programação mental

Por Paulo Madjarof Filho

Estamos todo o tempo sujeitos a uma enorme gama de informações que são percebidas diretamente pelos canais perceptuais sem a participação direta de nosso crivo consciente. Os físicos teóricos Acreditam que mais de 400 bilhões de bits são percebidos por segundo, e que apenas 2000 são processados por nossa neurologia. Sabemos que os mecanismos mentais envolvidos nesses processos são partes integradas de nosso sistema nervoso que funcionam, entretanto, de maneira bastante especifica.

Rafhael Rhodes , um estudioso dos fenômenos envolvidos na hipnose, utilizou o modelo da T.E.P.R. (Teoria da Exclusão Psíquica Relativa) para explicar os processos inconscientes envolvidos na mecânica mental. Comparou a mente a uma gangorra onde de um lado está o Consciente e do outro o Inconsciente. Mesmo que parte de uma estrutura única, ora um está em cima, ora o outro. Relacionou Rhodes as vulnerabilidades às condições emocionais em determinadas situações, como uma alteração brusca entre os lados dessa gangorra. Esta “gangorra” está permanentemente ativa todo o tempo em todos nós.

Do ponto de vista neurológico o transe hipnótico pode ser concebido como produto da estimulação dos sistemas simpáticos e parassimpáticos, abrindo um canal de comunicação e evidenciado um dos lados da gangorra de Rhodes – no caso, a mente Inconsciente.

Numa grosseira – porém necessária – analogia com um computador, a hipnose abre uma “porta de comunicação” e estabelece um canal de “entrada” e “saída” entre a mente Consciente e Inconsciente, permitindo a “recuperação” de “registros” e a “programação” de novos registros. O material esquecido ou oculto pode ser acessado e os recursos adormecidos podem ser despertados e mobilizados para uma finalidade específica, de acordo com a necessidade de cada indivíduo.